Uma medida de saúde, mas sobretudo demonstração de respeito com o próprio corpo e com o parceiro. A ginecologista Sílvia Bonfim Hippólyto ressalta que o uso da camisinha deve ser incorporado à vida sexual das mulheres. ”Deve ser uma vestimenta como outra qualquer, para ser usada durante as relações sexuais”, indica. Ela defende que as mulheres exijam esse uso e tornem a camisinha um acessório constante na bolsa feminina, como o batom.
A médica recomenda o uso do preservativo em todos os casos, exceto quando há interesse em engravidar. Nessa situação, são necessários exames pré-concepcionais para afastar risco de Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a Aids e o HPV. ”As bactérias ainda podem ser tratadas com antibióticos. Os vírus, não”, reforça.
Para o ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, a mulher brasileira ainda não faz o uso constante do preservativo. ”Ela usa a camisinha quando fica. Mas quando começa a namorar deixa e só se preocupa em evitar a gravidez. Mas esse intervalo pode ser de alguns dias, às vezes de algumas horas, e nada foi alterado”, observa. Ramos reforça que a Aids está infectando mais pessoas a cada ano e que custa caro ao governo brasileiro, que oferece os medicamentos no sistema público de saúde. Mas ainda há outras doenças que causam danos ao organismo feminino, como o HPV.
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